Engraçado achar que o que é mais fácil de resistir está fora de nós mesmos. Sempre tive consciência de que eu mesma, sou a razão de minhas angústias. Principalmente quando sei que não devo fazer algo e assim mesmo eu faço. É um prélio constante esse!!!
Ir de contra ao que acreditamos é em parte teimosia, mas pode ser medo. Como posso saber se aquilo não é pra ser feito? Mas há uma coisa em que posso me basear: conveniência do ato a praticar. Isso!!!! É isso que me faz saber que estou indo contra ao que a minha mente diz ser o certo. Levando em consideração de que são vários os certos e assim são várias, as verdades, eis que o dilema me afronta. Faz, Valéria! Recua, Valéria.
Pessoas como eu, que não pensam muito quando estão em situação extremas acertam mais do que erram. Mas tem gente que pensa o contrário, e passa anos pensando se podem ou devem...e assim lá se foi.
Sei que tudo o que fiz, aos poucos foi me transformando na pessoa que sou. Não sou mais ingênua, mas ainda caiu em situações ingênuas. Isso por querer que a tal coisa seja verdade. Talvez atraindo a mentira sincera. Coisas dessa natureza. Acho que sem ilusão não se vive. Elas são o motor da vida. Só sabemos que tivemos uma, quando a recebemos de braços abertos. Assim, sou eu. Recebo e deixo entrar. Seguindo sempre. Parando quando necessário. E também recuando uns passos, nada contra um olhar pra trás vez por outra. Isso é ser sábio. Li isso em algum lugar.O fato é que nem sei- sempre-o que fazer. E isso me dá um belo texto. Então até nas minhas fraquezas têm algo a acrescentar as minhas questões.
Não sou complicada. Pelo contrário. A maturidade trouxe-me um pouco de prudência, mesmo sendo impulsiva. Tenho que achar artifícios para viver nessa vida maluca, porque não ter medos causa-me desconforto. Devo ter medo de não ter medo, porque o medo freia e alerta. É o sinal laranja do semáforo.
Tenho o que minha mãe não teve. Parece ser um jeito de não parecer com ela. Ja que fisicamente somos bem parecidas. Dizem os mais velhos: ela sendo mais bonita. Belezas à parte, não quero mesmo ter medo de viver os meus desafios como ela teve. Digo ela teve, não por ela estar morta. Só morreu mesmo para os desafios.
Então que eu saiba continuar a me vencer a cada dia. Que eu saiba enganar-me. Que eu saiba erguer-me. Que eu saiba amparar-me. Ninguém é tão forte e importante pra mim, do que eu mesma. Só permaneço em pé se eu mesma fizer por onde. Então, sou a parte nesse Universo mais importante pra mim mesma.
Um texto vultoso e lapidado no espectro dos olhos. Parabéns! Bjs
ResponderExcluirobrigada, querido!!
ResponderExcluirColoco pra fora o que me vem...
Bjão