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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

2013

Só quero que 2013 venha com calma. Nada de vir com tudo, como ouvi de uma amiga. Quero tempo para buscar qualidade e não quantidade nas minhas relações comigo mesma. Diminuir meus dilemas e focar em escolhas que gerem boas consequências. Tudo na boa e sem pressa. Ater-me em minhas realizações pessoais e deixar seguir a natureza.
Houveram algumas mudanças com meu jeito de agir (algumas um dia desses). Pessoas foram, outras vieram. O espaço e o tempo entraram em compasso e estou adorando essa nova fase. Quero continuar desse início. Intensificar essa coisa que o passar dos dias acabou, a pauladas, trazendo-me. Calma!
Então, não quero que 2013 venha com tudo.
Ando notando que preciso mais do que nunca de aproveitar os momentos sozinha comigo mesma, porque eu não tento me dar conselhos, apenas vou comparando o estilo de vida que quero levar. Olho para mim e mesmo que naquele momento eu não me enxergue, mesmo assim, estou lá comigo. Mesmo que eu não saiba o que me dizer, lá está a presença melhor para manter minha atenção no que realmente será de bom proveito.
Então, não quero que 2013 venha com tudo.
Não será preciso mais de vinte e quatro horas para mim. Sei que devo me organizar no tempo que me é peculiar. Respeitando assim, o tempo que devo dispensar as minhas obrigações com todas as Valérias que sou. E não apenas a mãe!
Fazer do meu dia algo que ao entardecer me dê vontade de celebrar, aceitar e agradecer pelo que findou e não volta mais. Ao invés de ter a chata impressão de que não foi um dia produtivo.
Então, não quero que 2013 venha com tudo.
Quando possível, sair da rotina com amigas. Conversar besteiras, dramas, desilusões, amores, começos, meios e bater boca sobre o fim que nem sabemos qual será, mas mesmo assim ficamos discutimos enquanto bebemos em algum bar com música ao vivo.
Ter mais cautela ao responder a um filho sobre meu paradeiro. Entender que isso não é controle. É preocupação. Afinal de contas esse é o destino de todos os pais. Os papeis se invertem. Do cuidar ao ser cuidado. No final vamos sendo pais e filhos e filhos e pais uns dos outros.
Então, não quero que 2013 venha com tudo.
Quero amar o que se deixa amar. Não quero o difícil e sem atitude. Quero uma relação normal. Se é que posso ter uma coisa normal. Dar uma segunda, terceira, quarta....chance ao meu par. Entender que sentimos a mesma coisa um pelo outro. O que difere nosso singelo sentimento em comum é que sou intensa e ele brando. Sou Lua e ele Sol. Sou emoção e ele razão. Sou das letras e ele dos números. Sou fogo e ele areia. E essas diferenças se olhar bem de perto, nada mais é do que o equilíbrio de nossa relação. Coisa que pude enxergar a pouco tempo. Basta algumas tréguas vez por outras.
Então, não quero que 2013 venha com tudo.
Minha amiga ao me dizer que 2013 vinha com tudo quis me dar uma injeção de ânimo. Mas na verdade olhei-me no retrovisor do carro e disse em voz alta, ao desligar o celular: " Como assim? Eu quero um 2013 calmo!"
Não tenho planos mirabolantes e nada que saia de minha rotina. Apanas quero que 2013 aceite o meu louco querer de nada transformar, nada mudar, nada perder e tudo ganhar, sabendo que minha rotina não será quebrada pela chegada de mais ninguém. Quero viver com os meus. Viver meus momentos. Dançar, correr, brincar, beber, falar, cantar, escrever e ser livre. Livre para amar cada dia mais a minha rotina. E se nela estiver anexada a uma viagem, vivaaaa!! Mas sem a minha rotina não quero viver. Desejo que todos que fazem parte de minha rotina estejam sempre bem e sabendo lidar com suas rotinas, porque eu descobri que sem ela a gente perde o foco e desaprende a viver.
Então, não quero que 2013 venha com tudo!!

Valéria Hidd






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