É a verdade oculta, omissa e próxima
Dor latejante e cruel
A prova de que nada realmente existe
De que tudo tem um fim e,
Que todos os sentimentos, exceto o de mãe,
São efêmeros.
A Verdade de todos
A Triste lembrança do acabar
A flecha que o cupido não traz
O sopro do vento que arranca folhagem fixa no Tempo
O descobrir das falhas e juras falsas
O acordar do conto que nunca teve um príncipe
O jato das palavras decifradas para cego sem braile
O furto da esperança de Ser
A madrasta da insônia
A busca pela ignorância e o ódio
Da inteligência
A fuga da realidade desejada e da Razão perdida
O sentir diminuído e sem lógica
O ter que ir estando louco para ficar
A certeza de que tudo haverá de mudar
O desabrochar de um novo indivíduo
A inocência deixada para trás
E a vida empurrando para frente.
Valéria Hidd - Escrito em julho de 2005.
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