Vento, aquieta o meu ser.
Traz a impressão do carregar o que triste me deixa.
Deixa-me aprontando a nova esperança.
Quiça eu possa abrandar o inexorável que o Tempo traz consigo.
A peste rugosa de face,
Causada pelas fases correntes do percorrer das causas.
Sopra até exaurir toda a poeira.
Ventila refrescando corpo e mente.
Jorra toda pressão,
O perfume natural da tranquilidade.
Valsa os pensamentos torturosos
Que nos tiram do trilho sem curva.
Passa como rio que sorri
Por ter sempre água nova em seu leito.
Chega até os meus olhos.
Faça as lágrimas inibirem-se.
Mas lembre-se de não alcançar tanta velocidade.
Não espero choque de temperatura.
Apenas o acalmar daquilo que não posso fugir.
Vento, perdoe-me a presunção,
Mas continue a passar pela minha janela
Enquanto eterno se durar o meu tempo.
Valéria Hidd
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